O presente do Shot on Video brasileiro e os bastidores de Tropical SOV 2
Em meados de 2025, Tropical SOV, filme produzido por Petter Baiestorf, um dos principais nomes do cinema Shot on Video no Brasil, e dirigido por realizadores de diferentes regiões do país, foi exibido em Curitiba. Agora, o diretor conversa com o Coletivo Ratazanas sobre a trajetória do SOV e seus planos futuros.
RATAZANAS: Como foi realizar o Tropical SOV, reunindo pessoas e exibições em diferentes lugares do Brasil?
Petter Baiestorf: Uma das minhas características, creio, é a de produzir filmes em diversos estados brasileiros. Então, depois de décadas fazendo filmes aqui em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, alguns em São Paulo, alguma coisa no Rio de Janeiro, um documentário produzido com Kaingangs, e em paralelo, trabalhando em curadorias de festivais, fui conhecendo muito artista do vídeo que eu sempre quis divulgar. No caso do Tropical SOV, ele meio que surgiu dessa experiência de produzir em vários lugares diferentes e entender que a diversidade brasileira é riquíssima.
RATAZANAS: Conte um pouco sobre seus projetos atuais e planos futuros.
Petter Baiestorf: No momento já estamos produzindo o Tropical SOV 2 – Bizarro Sci-fi Samba. O lançamento deve ocorrer até abril de 2026. Como o filme será sci-fi, pode-se aguardar muitas gambiarras maravilhosas.
Já gravei meu segmento chamado O Holocausto Nuclear Não Será Televisionado, onde aproveitei para experimentar uma iluminação estroboscópica que deixou o filme com um visual caótico.
Fora isso, estou ensaiando um jeito de me manter financeiramente para escrever um livro sobre o Shot on Video brasileiro.
RATAZANAS: Podemos esperar uma turnê do próximo filme?
Petter Baiestorf: Sim! O plano é fazer o lançamento presencial em várias capitais brasileiras. Tô ansioso para lançar. Uma dica: quando você não tiver espaço nos cinemas, organize você mesmo as exibições de seus filmes. Um exemplo: aí em Curitiba, exibimos na Cinemateca da cidade. Foi uma sessão com projeção ótima, mas pouco público. Já no Janaino Vegan e no Lado B tivemos lotação máxima e um público visivelmente feliz por estar ali.


