Neste sábado (5), a banda Manger Cadavre? retorna aos palcos do Spunk Bar para um show em comemoração aos 15 anos de estrada. Para completar o line-up, a banda curitibana de grindcore Bomba Caseira se une ao grupo paulista, em uma noite que conta com a presença de duas bandas com mulheres nos vocais.
O Manger Cadavre?, sim, a interrogação faz parte do nome, que significa “Comer Cadáver?”, surgiu em 2011, em São José dos Campos (SP). Desde então, a banda já passou por grandes festivais, como Obscene Extreme e Setembro Negro. Em 2026, o grupo já realizou shows em mais de 20 cidades em uma turnê que começou em fevereiro e segue até dezembro.
No ano passado, o Coletivo Ratazanas entrevistou a banda durante sua última passagem por Curitiba, também no Spunk Bar. Na ocasião, o espaço realizava seu primeiro show na nova casa.
Confira abaixo o pingue-pongue realizado com a vocalista Nata de Lima.
Você estão realizando uma turnê extensa. Como tem sido essa experiência e como foi o show de hoje pra vocês?
Nata de Lima: Estamos em turnê desde fevereiro. Já foram mais de 40 shows, mais ou menos, já perdi a conta. Pra gente é muito massa porque eu, particularmente, prefiro tocar em lugares pequenos. Acho que a vibe é muito mais legal, a galera agita, fica mais animada, e isso dá um gás pra gente. A gente toca bastante em palco grande também, mas a gente gosta mesmo é de tocar em lugar menor porque é outra energia e a gente é uma banda underground, no final das contas.
Você já morou em Curitiba. Como era a cena da cidade naquela época e como você percebe as mudanças de lá para cá?
Nata de Lima: Eu morei em 2006, morei uns sete meses e não aguentei o frio. Não só o frio da cidade, mas o frio da galera. Os amigos que eu tinha aqui, eu tinha muita dificuldade pra conhecer gente e os rolês eram muito fracos. Os rolês tinham, no máximo, 10, 15 pessoas. Mas, de uns tempos pra cá, a cena reacendeu e tem muita gente jovem. E mesmo depois que a gente montou o Manger, se não me engano, a primeira vez foi em 2014, de lá pra cá aumentou muito o rolê.
Na minha época também não tinha muita mina no rolê e achei muito massa que a cena também está mais diversa, praticamente meio a meio de mina e cara no rolê.
E essa passagem pelo Spunk Bar, em especial, como foi para vocês?
Nata de Lima: Esse rolê em específico tá muito massa, porque a gente já tocou no Basement, no Camaleão, Stage Garden, no 92 Graus, e ali foi o lugar mais massa de tocar. Nosso primeiro show, estreando o lugar de shows do Spunk, foi muito massa porque juntou públicos de diversos gêneros. Tinha punk e metaleiro. E isso é muito legal porque as influências do nosso som são bem diversas. A gente tem o D-beat da bateria do crust, mas tem base de death, doom, thrash.
E quais bandas da cidade vocês mais têm escutado?
Nata de Lima: O Crotch Rot. São muito amigos nossos, e é muito foda o som deles. Mas também gosto de Cães de Terminal, Ethel Hunter, Humanal, Mustaphorius… A cena de Curitiba é muito forte.


